Essa é a Prévia do Bordelands.
Tomara que curtem.
bizarro e difícil de dar certo. Como juntar ação desenfreada, batalhas pausadas e toneladas de texto em um único pacote agradável para os fãs de ambos os mundos? Não demorou muito para jogos como System Shock 2 – e mais recentemente, Fallout 3 – mesclassem as duas coisas em harmonia quase perfeita, criando experiências ao mesmo tempo profundas e eletrizantes. Agora a Gearbox Software quer levar isso a outro patamar com seu novo projeto: Borderlands.Mas como os criadores de Brothers In Arms – uma série de tiro ambientada na Segunda Guerra que nunca foi tão genial assim – pretendem avançar um estilo tão complexo quanto esse? Para eles a resposta é simples: se o primeiro estágio desse Frankenstein de sucesso foi juntar balas e planilhas, agora o plano é jogar tudo isso em um outro universo. O universo online.A aventura aqui se passa no planeta Pandora, mundo que serviu como destino final para a migração de muitos ex-habitantes da velha e cansada Terra. Logo descobriu-se que o lugar possuía muitas riquezas escondidas em seu subsolo... e a mistura de dinheiro, poder e um lugar pronto para ser dominado pelo mais forte foi perfeita para o início de uma corrida maluca cercada de tiros por todos os lados. A coisa ficou ainda mais feia quando criaturas monstruosas – incomodadas pelos homens – despertaram e começaram a atacar todos, sem distinção.Você é um desses caçadores, um mercenário um pouco menos mercenário que os outros. Sua missão é sobreviver a todo esse pandemônio e investigar a existência de uma tecnologia perdida – a única chance que o novo lar da humanidade tem de conquistar a paz.Carregados e PreparadosA Corrida do Ouro Hi-Tech da Gearbox usa as mesmas porcas e parafusos que serviram como base de games como Mass Effect: é um game de tiro com elementos de RPG “escondidos” – pelo menos enquanto a ação está rolando. Você pode sair por aí simplesmente apertando o botão e mandando chumbo em qualquer coisa que se mover e até acreditar, por alguns segundos, que está num Halo ou Call of Duty. Mas é no pano de fundo que o game promete surpreender.Na verdade serão os atributos do seu personagem, proficiência com os vários tipos de armas e a qualidade do trabuco usado para o serviço que definem, no fim das contas, quem volta andando pra casa e quem vai ficar por ali mesmo, no chão. Mas não espere batalhas mais cadenciadas como nas aventuras do Capitão Shepard ou do Andarilho Solitário: apesar do universo vasto e completamente aberto à exploração, os monstros de Pandora e mercenários rivais não darão sossego nem um minuto.E além das centenas de variações de pistolas, revólveres, rifles, metralhadoras e canhões personalizáveis para perfurar, explodir ou queimar – com potências, precisão e tamanho de cartucho diferente, dentre outras coisas – o game ainda oferece batalha em veículos. Sim, você pode subir num jipe e passar fogo num bando de criaturas sedentas por sangue numa boa.A sua sobrevivência também depende da classe de herói que escolher. Pense num Left 4 Dead em que os sobreviventes sejam únicos entre si: Roland é o soldado durão, especializado em armas de fogo variadas e fonte infinita de munição; Lilith, a mulher do grupo, tem poderes mágicos para ataque e para suporte; Mordecai é o caçador frio, sempre pronto para usar seu rifle de precisão; e por fim, Brick é o gigante que supre a falta de inteligência com o excesso de músculos. Você pode escolher um desses tipos e se aventurar sozinho pelo novo planeta, completando missões clássicas de World of Warcraft como “vá lá e mate 300 ratos” ou “me traga uma pepita de ouro de 50.000 quilates” – mas é quando os quatro heróis se unem que a diversão começa de verdade. Unidos pela rede, até quatro jogadores poderão completar juntos as tarefas da história (com dificuldade balanceada para ninguém sofrer ou passear) além de poder trocar itens e armas e conquistar tesouros melhores para todos os aventureiros. O esquema de sobrevivência aqui também lembra o jogo morto-vivo da Valve: se um herói apanhar demais, vai cair de joelhos no chão – mas ainda tem chance de reagir. Para sacudir a poeira e levantar, basta conseguir derrubar os inimigos a sua volta ou pedir a ajuda de um companheiro.O melhor de tudo? Tudo o que você conquistar na campanha offline é carregado com o personagem para o mundo conectado e vice-versa. Personagens durões, muita ação e multiplayer – cuja ausência é uma reclamação constante nos jogos atuais. Esses são os ingredientes da mistura explosiva de Borderlands. Agora, se ela vai mandar mesmo tantos outros mundos similares para o espaço... aí já é outra história.
domingo, 9 de agosto de 2009
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